Não acredito em pessoas que se dizem intensas e que gostam disso. A não ser que elas gostem de sentir dor. O que não é o meu caso.
Já não brigo mais com essa característica minha. De mergulhar em uma bolha e esquecer do que passa a orbitar ao redor. Meu mundo se torna a bolha. Não consigo respirar fora. Eu me torno a bolha e chego a esquecer quem eu sou.
Meu último projeto, eu mergulhei nele por 6 meses. E no final, me peguei com saudades de mim, mesmo convivendo comigo o tempo todo. Nós não nos livramos de quem nós somos nem quando dormimos. E ainda assim, senti a minha falta. E sequer deixei o lado espiritual abandonado. E quando necessário fiz pausas, descansei, refleti. Mas aquilo que me consumiu. E ainda assim não foi o suficiente.
Eu larguei o blog, a fotografia, a arte para me dedicar aos meus estudos. Consegui muito pouco se comparado ao que renunciei. E dei assim, início a minha jornada rumo a infelicidade. Não consegui o estágio que tanto queria e fiquei sem a arte para me poupar de sentir que estou a ponto de enlouquecer de tanta frustração. Não valeu a pena. Então estou voltando.
Abri mão das pessoas, pois fui magoada e traída demais (mesmo, coisas pesadas aconteceram) e me vi totalmente isolada. E eu, que sempre gostei da solidão, comecei a me sentir sozinha. Bati meu recorde sem amigos físicos e não recomendo. Tenho medo de sair só. Queria conhecer alguém, conheci algumas pessoas, mas não consigo desenrolar a situação. Não desenvolve.
E o projeto de 6 meses? Ele também não foi como eu gostaria. O melhor foi o grupo de pesquisa que consegui entrar. Mas imagine? Sim. Não deu muito certo. Larguei tanto por tão pouco, quase nada. Foi muito pois a arte está enraizada em meu ser. Negar ela, é negar uma parte enorme minha. A parte que me salva, a parte que colore a minha vida cheia de amargura e traumas.
Sempre foi a arte que me amorteceu do impacto da vida. E a vida me derrubou mais vezes do que eu fui capaz de contar. E incontáveis vezes eu preferi continuar no chão por saber que não aguentaria uma queda em seguida. Mas a arte me sustentou. A escrita me deu a voz que eu não tinha. Eu grito através das palavras não faladas. Mas ainda assim, ditas. Lidas.
Eu vi em meus estudos a única saída para uma vida melhor. Mas não tem valido a pena. Já perdi tempo demais buscando uma melhora que não chega nunca. Eu quero voltar a viver. Quero voltar a ter experiências novas, sentir sensações, rir sem ter que me preocupar. Eu quero voltar a amar e a ser amada. E no meio desse processo todo, tenho lidado com uma criação abusiva que eu tive. Sim, coisas demais. Eu não sei dizer como eu cheguei até aqui. Mas o que importa é que aqui estou. Cada vez mais inteira.
Eu não aceitarei mais ser uma metade. Só me aceito inteira. Ou eu caibo por inteira ou eu me retiro. Sequer aguento mais meias verdades. Mentir nunca me doeu tanto como dói hoje. Dói a mentira entalada na garganta. E se eu não posso falar, que eu me permita ao menos o que sempre me salvou: escrever. Para que eu permaneça sã e inteira.
Eu larguei o blog, a fotografia, a arte para me dedicar aos meus estudos. Consegui muito pouco se comparado ao que renunciei. E dei assim, início a minha jornada rumo a infelicidade. Não consegui o estágio que tanto queria e fiquei sem a arte para me poupar de sentir que estou a ponto de enlouquecer de tanta frustração. Não valeu a pena. Então estou voltando.
Abri mão das pessoas, pois fui magoada e traída demais (mesmo, coisas pesadas aconteceram) e me vi totalmente isolada. E eu, que sempre gostei da solidão, comecei a me sentir sozinha. Bati meu recorde sem amigos físicos e não recomendo. Tenho medo de sair só. Queria conhecer alguém, conheci algumas pessoas, mas não consigo desenrolar a situação. Não desenvolve.
E o projeto de 6 meses? Ele também não foi como eu gostaria. O melhor foi o grupo de pesquisa que consegui entrar. Mas imagine? Sim. Não deu muito certo. Larguei tanto por tão pouco, quase nada. Foi muito pois a arte está enraizada em meu ser. Negar ela, é negar uma parte enorme minha. A parte que me salva, a parte que colore a minha vida cheia de amargura e traumas.
Sempre foi a arte que me amorteceu do impacto da vida. E a vida me derrubou mais vezes do que eu fui capaz de contar. E incontáveis vezes eu preferi continuar no chão por saber que não aguentaria uma queda em seguida. Mas a arte me sustentou. A escrita me deu a voz que eu não tinha. Eu grito através das palavras não faladas. Mas ainda assim, ditas. Lidas.
Eu vi em meus estudos a única saída para uma vida melhor. Mas não tem valido a pena. Já perdi tempo demais buscando uma melhora que não chega nunca. Eu quero voltar a viver. Quero voltar a ter experiências novas, sentir sensações, rir sem ter que me preocupar. Eu quero voltar a amar e a ser amada. E no meio desse processo todo, tenho lidado com uma criação abusiva que eu tive. Sim, coisas demais. Eu não sei dizer como eu cheguei até aqui. Mas o que importa é que aqui estou. Cada vez mais inteira.
Eu não aceitarei mais ser uma metade. Só me aceito inteira. Ou eu caibo por inteira ou eu me retiro. Sequer aguento mais meias verdades. Mentir nunca me doeu tanto como dói hoje. Dói a mentira entalada na garganta. E se eu não posso falar, que eu me permita ao menos o que sempre me salvou: escrever. Para que eu permaneça sã e inteira.

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