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sábado, 11 de agosto de 2018

A Escolha de Respeitar Cada Escolha


| imagem: adina voicu |

Ser quem a gente é, se dá por várias sucessões de escolhas que fazemos, inevitavelmente, todos os dias. Inevitavelmente. Com consciência disso ou não, a cada momento, nós escolhemos quem somos e continuaremos a ser. A marca cotidiana que escolhemos fazer em nós mesmos e no outro, a cada momento. A nossa marca no Universo.

Se formos parar para pensar o quanto isso é impactante, talvez, percamos a leveza. Mas a verdade é que, ainda que não estejamos decidindo algo, isso ainda é uma decisão. É um erro dizer que omitir-se de algo, não é uma escolha. Sim, ela é. A escolha pela omissão. É um erro dizer que ficar em cima do muro ou neutro, com a justificativa de "não quer fazer uma escolha", você já escolheu. Escolheu a neutralidade ou o confortável muro. O peso continua sendo o mesmo. Por mais que a gente tente fazer parecer, que não. 

Nós somos o tecedores do nosso próprio destino. Se a nossa história vai ser alegre ou feliz, monocromática ou colorida, quieta ou agitada... Só depende de nós. E algumas vezes, saber que quem tece o nosso próprio destino, somos nós mesmos, pesa. Pesa tanto, que dói. É invisível, mas perturba a mente, a distorce e faz um caos em nosso corpo físico. O nosso emocional ou chora ou grita. Ou quer voltar-se para dentro do útero da mãe ou sair quebrando tudo. Ou quer fugir através do isolamento ou através da briga. O peso da nossa própria vida, em nossas mãos. Você é responsável por você. O único. 

Nós somos os responsáveis pela forma com a qual escolhemos lidar com tudo o que nos acontece. Não importa se é justo ou não em relação ao outro. Mas sem dúvidas, é o justo e o correto a se fazer com nós mesmos. É auto-cuidado. E ainda que doa, ela é o transporte para a nossa cura. Antes de um machucado na pele sarar, ele dói, sai sangue, mas é  esse sangue que irá secar e se transformará numa casca de ferida, para que a pele possa cicatrizar. E enquanto ela cicatriza, incomoda, né? Dói, coça... Geralmente todo mundo repara. Mas depois a ferida deixou de existir, a casca se foi, pois cumpriu seu papel e você tem uma pele nova naquele local. Pronta para o que der e vier, novamente. Pois você escolheu deixar doer e permitiu-se à cura. E os outros respeitaram as suas escolhas. Você respeitou as suas escolhas. 

Escolhas não são imutáveis, ainda que construam quem a gente se torna a cada instante. É justamente o contrário. Por estarmos sempre fazendo escolhas, trata-se de algo com uma fluidez constante, que não para. Então a gente sempre pode escolher mudar de direção, fazer algo de forma diferente do que já vínhamos fazendo - ainda que seja algo que fizemos durante anos e nem sabemos por onde ou como recomeçar. Basta fazer a tal escolha. E esse basta também tem uma carga energética gigantesca, né? Mas nós também temos. O importante é sempre nos lembrarmos, de que nós, temos a força para suportar e com leveza, esse bastar. A gente dá conta. 

Respeitar as escolhas do outro, é respeitar quem o outro escolheu, a cada dia, ser. Respeitar as escolhas do outro, é respeitar acima de tudo, quem ele é. Respeitar também, as suas próprias escolhas, é você respeitar cada decisão sua, sejam certas ou erradas ao seu ver ou ao ver dos outros. Foi cada escolha sua, que te levou aonde você está hoje, que te tornou a pessoa que você é hoje. E o que você é ou onde está, não é imutável. Pois a vida é fluida, você é fluida. E tudo é possível. 

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